21 de março de 2017

PEI: Programa de Enriquecimento Instrumental


O PEI é um programa de intervenção multidimensional que compreende uma fundamentação teórica, um repertório rico de instrumentos práticos e um conjunto de ferramentas analítico-didáticas, focalizando em cada um dos três componentes de uma interação: o aprendiz, o estímulo e o mediador, com o objetivo de aumentar a eficiência do processo de aprendizagem.

Tem como objetivo central a produção de modificações nas estruturas cognitivas dos indivíduos, expandindo o potencial de aprendizagem, aumentando a eficiência mental e melhorando a qualidade do desempenho intelectual.

Fundamenta-se na Teoria da Modificabilidade Cognitiva Estrutural e na Experiência de Aprendizagem Mediada de Reuven Feuerstein (professor, psicólogo, Judeu-Israelense) que nos oferece uma visão dinâmica das capacidades cognitivas do ser humano, esclarecendo como os processos de aprendizagem ocorrem e como é possível, através de uma mediação adequada, expandir o potencial para aprender aumentando a eficiência do funcionamento intelectual dos indivíduos.

O programa standard nível I e II são compostos de 14 instrumentos (14 conjuntos de atividades de diversos conteúdos e modalidades, contendo 20 a 30 páginas cada). Seu crescente nível de complexidade favorece a construção sistemática e estrutural de funções cognitivas e operações mentais necessárias à aprendizagem.

Pode ser utilizado em grupo ou individualmente em crianças na idade escolar e em adultos de vários níveis de funcionamento. Traduzido para 12 línguas e utilizado em diversos países, podendo ser aplicado nas seguintes áreas: Educacional,clínica, empresarial,  institucional e social.

Já o PEI Básico é um programa direcionado para crianças não alfabetizadas ou que apresentem dificuldades construídas na relação ensino/aprendizagem, podendo ainda ser aplicado em indivíduos que tiveram algum comprometimento no sistema neurológico.

Por Érika Maria Paiva Barbosa 
 

22 de fevereiro de 2017

O que é Psicodrama




Quando se fala em psicologia, atualmente é muito comum pensar em psicanálise e teoria cognitiva comportamental. No entanto, a psicologia tem um universo muito vasto de teorias e formas de atuação: Gestalt, Psicologia Analítica, Abordagem Centrada na Pessoa, e dentre o psicodrama.

6 de dezembro de 2016

Dica de Leitura: Com Amor, Anthony




Da mesma autora de “Para sempre Alice”, o romance “Com amor, Anthony”, de Lisa Genova, conta a história de Anthony, um garoto diagnosticado com autismo. Ao mesmo tempo, vemos a história de duas mulheres que foram tocadas de diferentes formas pelo garoto. Olivia, mãe de Anthony, nos mostra os seus fantasmas na rotina com o filho e todas as mudanças que sua vida passou. Beth, vivendo uma difícil fase após descobrir que o marido tem uma amante, acaba se aproximando de Olivia. O romance mostra as dificuldades e encantos de uma criança com autismo, mas mais do que isso, mostra uma criança que existe além de um diagnóstico

29 de novembro de 2016

Qual a diferença entre tristeza comum e depressão?




Alguém já me perguntou o que diferencia a tristeza da depressão?  Para além dos momentos de mau humor e das indisposições do dia a dia, existe um transtorno que pode nos predispor a problemas de saúde ou, nos casos mais graves, levar ao suicídio. Quando a tristeza aparece, podemos fazer a seguinte pergunta: “existe um motivo para me sentir triste?” Se a resposta for sim, a tristeza não é doença e até faz bem, pois demonstra que estamos reagindo aos acontecimentos desagradáveis que nos acontecem, ou seja, não estamos apáticos (parados) no tempo. Dificuldades, perdas, separações, carências e eventos podem nos trazer para a nossa existência uma tristeza, porém o estado depressivo não precisa de motivos para sentir tristeza, tais fatos só vêm para aumentar o sofrimento.

22 de novembro de 2016

Ansiedade como caminho de autoconhecimento e aceitação



Nos consultórios de psicologia, nos deparamos com as mais variadas queixas e demandas de clientes que não sabem o que fazer para melhorar aquela sensação de ansiedade. Diante dos fatos, temos informações globais sobre as condutas que cada cliente descreve no consultório.  Procuramos obter esclarecimentos através de certas informações. Qual a frequência e intensidade que ocorre? Como costuma reagir? Qual o histórico de sua ocorrência? Com essas informações, o cliente é levado a transferir o controle emocional para o ambiental, sua história individual e as relações que desenvolveu.

19 de outubro de 2016

Flexibilidade Emocional: Atitudes coerentes para uma vida saudável




Em primeiro lugar, o que significa ser flexível? Acredite ou não, essa pergunta aparentemente simples é realmente muito difícil de responder. Algumas pessoas são flexíveis quando se trata de mudar planos para as questões do dia a dia como ir a uma festa, com que roupa devo ir, mas caso não possa ir com esta determinada roupa, vou com outra roupa, ou seja, escolhas próprias e decisões suas. Outros têm grande flexibilidade física que lhes permite realizar incríveis proezas atléticas. Sabem perfeitamente utilizar o seu corpo para torna-lo mais flexível e assim por diante. Mas no que diz respeito à alternância de formas de lidar com as suas emoções em diferentes situações? Você é rígido ou flexível em termos emocionais? Você consegue regular as suas emoções até ao ponto de tomar decisões que possam ser aceitáveis e vantajosas para a sua vida?

27 de setembro de 2016

A Disciplina x Indisciplina no Contexto Escolhar: Pra que serve?




A disciplina na escola é uma questão discutida de forma direta ou indiretamente pelos pais, alunos, professores e diretores. A relação professor e aluno deve existir numa forma cordial, de respeito de ambas as partes. O professor exerce papel fundamental na vida da pessoa (aluno), pois o conhecimento não está sendo visto apenas como uma ação da pessoa (aluno) sobre a realidade, e sim, pela mediação feita por outras pessoas, é a construção do conhecimento como uma interação mediada por várias relações.